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Renault faz Fluence subir um degrau



Modelo 2015 ganha design e acabamento melhores sem aumento de preço

Com o objetivo de vender ao menos mil unidades por mês e assim fazer seu sedã médio figurar entre os três mais vendidos da categoria no País, a Renault caprichou na renovação feita no Fluence 2015, que subiu um degrau com as mudanças. Já apresentado ao público no Salão do Automóvel de São Paulo, no início de novembro, o modelo ganhou novo design frontal, com mais presença, que agora “dialoga” com a identidade visual mundial da marca, levando à frente o avantajado losango que já está em todo o resto da linha Renault no Brasil. “O cliente agora reconhece a marca antes mesmo de saber o modelo do carro”, explica Massimo Barbieri, chefe do centro de design da empresa na América Latina. 


Com isso, pode-se dizer que foi feita uma “renaultização” para todos os modelos que originalmente são projetos de outras marcas do grupo, como é o caso dos romenos Dacia Logan e Sandero, que aqui recentemente ganharam visual próprio de um Renault – e não apenas o logotipo afixado na carroceria como aconteceu no lançamento no Brasil em 2007. O mesmo ocorre agora com o Fluence, pensado originalmente por outra montadora controlada pela francesa, a coreana Samsung, que passa a ter identidade visual convergente com a gama Renault. 


Essa convergência de design para padrões internacionais realizada em toda sua linha ao longo do último ano, segundo a Renault, é o principal fator de aumento de 0,5 ponto porcentual na participação da marca no mercado brasileiro este ano, para 7% das vendas totais. A avaliação é que a mudança vá causar o mesmo efeito no Fluence, que desde 2011, quando foi lançado no Brasil, já vendeu 55 mil unidades, mas nunca passou do quarto lugar no melhor desempenho entre os sedãs médios mais vendidos por aqui – e atualmente figura na apagada nona colocação. “Nas clínicas que fizemos, os clientes nos disseram que o design é a principal razão atual de compra de nossos carros, à frente de itens como espaço e custo de manutenção. Com o Fluence damos mais um passo adiante nessa direção”, avalia Olivier Murguet, presidente da Renault do Brasil. 


“Temos um bom produto, temos certeza disso. Agora o trabalho do marketing é trazer o cliente para conhecer o Fluence, que não fica devendo nada a nenhum dos concorrentes de sua categoria”, diz Murguet. “Temos competidores muito fortes e tradicionais nesse segmento, com Toyota (Corolla), Honda (Civic) e GM (Cruze), mas acreditamos que com o Fluence renovado vamos brigar pelo terceiro lugar, com pelo menos mil carros emplacados por mês”, projeta Bruno Hohmann, diretor de marketing da Renault do Brasil. Segundo ele, a fábrica na Argentina, onde o carro é produzido, “está pronta para atender essa demanda sem problemas”. 

Para fazer o Fluence repetir o sucesso dos demais carros renovados, a Renault calibrou os preços para oferecer vantagens sobre todos os demais sedãs médios concorrentes do mercado. Com pacotes de equipamentos superiores – tanto em relação à geração passada do Fluence como em comparação com a concorrência –, os valores de tabela foram mantidos em para as três versões: Dynamique com câmbio manual de seis marchas (R$ 66.890), Dynamique automático CVT (R$ 71.890) e Privilège CVT (R$ 82.890). 


Adicionalmente, a Renault introduziu uma quarta opção à gama, o Dynamique CVT Plus (R$ 74.890), que por R$ 3 mil a mais do que o modelo de entrada oferece lista de itens quase tão completa quanto o topo de linha, incluindo a central multimídia R-Link que integra na tela tátil de 7 polegadas navegador GPS, sistema de som 3D Arkamys, conexão com telefone celular, e o programa Eco-Drive, que avalia a maneira de dirigir e dá dicas de economia ao motorista. Introduzir uma versão extra antes da mais cara foi uma maneira esperta de aumentar o preço do Fluence intermediário, antes o mais vendido da linha. 


Por se tratar do melhor custo-benefício, o diretor de marketing Hohmann projeta que 50% das vendas do Fluence devem ser do Dynamique CVT Plus, outros 25% do topo de linha Privilège, enquanto o Dynamyque com câmbio manual representará apenas 10% do mix e os 15% restantes do Dynamique com câmbio automático CVT. “Oferecemos uma ampla lista de equipamentos por preço abaixo da concorrência. A versão top, com tudo incluído, como teto solar e bancos de couro, também leva vantagem. Pelo mesmo pacote os concorrentes cobram acima de R$ 90 mil”, avalia. 


Hohmann explica que o volume baixo de vendas esperado para a única versão com câmbio manual de seis marchas “é porque o cliente dessa faixa de mercado prefere o carro automático”. A explicação é similar para o fato de a central multimídia não ser oferecida nem como opcional para as duas primeiras versões da gama: “Pagando só um pouco a mais o comprador leva um pacote bem mais completo”, diz.


QUALIDADES

Bem acabado, o painel do Renault Fluence 2015 ganhou cluster de instrumentos digital. A central multimídia R-Link (no alto, à direita) só está disponível para as duas versões mais caras da gama. Todas as opções agora são equipadas com sistema de partida e travamento das portas por aproximação do cartão-chave. 


Além do novo desenho dianteiro, no espaçoso interior do Fluence também foi feito um bom trabalho, com acabamento caprichado de bancos, revestimentos e painel. O cluster de instrumentos agora tem mostrador digital em todas as versões do modelo, com marcação na tela central de LCD de velocidade, nível de combustível e temperatura do motor. 


A central multimídia é bastante completa e funciona bem, mas só está disponível nas duas versões mais caras. Contudo, as duas opções mais baratas já vêm equipadas de série com sistema de som rádio/CD/MP3 com entradas USB/iPod/auxiliar e conexão Bluetooth para o telefone celular. 


Também são de série em todas as versões ar-condicionado digital com regulagem de temperatura dupla motorista/passageiro; direção assistida elétrica progressiva (que fica bastante rígida acima dos 80 km/h); acionamento elétrico de travas, vidros e retrovisores; regulador e limitador de velocidade (cruise control); sensores de chuva e crepuscular; computador de bordo multifuncional; e a chave-cartão “hands free” – pode ficar no bolso ou na bolsa, pois funciona por aproximação para travar ou destravar as portas e ligar o motor no botão start/stop. Lanternas diurnas de LED, faróis de xênon com regulagem automática de altura e lavador, rodas de liga leve de 17 polegadas, câmera de ré, bancos em couro e teto solar elétrico só estão disponíveis para o Fluence Privilège. 


Os sistemas de segurança estão acima da média brasileira: todas as opções têm cintos de segurança dianteiros com pré-tencionador e, além dos airbags frontais obrigatórios por lei, também vêm com bolsas laterais. O topo de linha Privilège tem ainda airbags tipo cortina e controle eletrônico de estabilidade (ESP) e tração (ASR) – infelizmente não disponíveis nem como opcionais nas demais versões, que ficam com os obrigatórios freios com ABS. 


O motor 2.0 de 143 cavalos (com etanol) não é o mais potente da categoria (o Honda Civic tem 155 cv e o Ford Focus 178 cv), mas tem bom torque (20,3 kgfm) e, na prática, anda muito bem na estrada em conjunto com o eficiente câmbio CVT, continuamente variável, que não acusa o movimento de uma macha para outra – mas simula seis velocidades para quem quiser fazer as trocas na alavanca com toques para frente ou para trás. 


Em uma experiência de 100 km em boas rodovias, o conjunto da obra do Fluence 2015 se mostrou preciso, muito silencioso e rápido, com acelerações e retomadas eficientes, em desempenho bastante superior ao que a fiscalização dos radares permite. O carro oferece um bom pacote, pode ser mais barato do que os principais concorrentes, mas como qualquer outro automóvel minimamente decente no Brasil, é caro para a maioria da população. Por isso mesmo habita um dos segmentos mais concorridos do mercado brasileiro, o dos sedãs médios, onde lucros são cobrados com menos vergonha.


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